- Uma vida inteira a não (conseguir) brindar com um bom vinho no aniversário do rapaz... Por nos termos desgraçado sozinhos na noite da passagem de ano, ou seja, por manifesta impossibilidade;
- Impossibilidade de juntar toda a família para um almoço de aniversário por... manifesta impossibilidade;
- Dar a machadada final no orçamento de Dezembro com uma prenda adicional no mês de todas as festas.
Depois há contradições como nascer no dia Mundial da Paz e não ter dado paz aos pais no dia em que nasceu.
A lista continua, nem é preciso puxar muito pela imaginação, mas há uma coisa que este sujeito conseguiu já no ano zero de vida, estragar a primeira passagem de ano dos pais, de mais três amigos, do médico, das enfermeiras e de todos os que ainda embriagados em Portugal tiveram de felicitar os pais depois do telefonema destes às 5h da manhã. Não dá para acreditar no sentido de timing do cachopo, pior que dizer a palavra "preto" ao pé de um grupo de chungosos no centro de Luanda, pontapear um cão a pilhas ao pé de um activista do Quercus, chamar maricas a um amigo que de facto é gay.
Mas a passagem de ano sempre nos pareceu parva, porque é que um gajo tem de celebrar um momento que ninguém sabe quem começou a contar e se de facto está a contar bem. É isso mesmo, não há mais celebração da passagem de ano, celebra-se agora a passagem do Miguel. Tem vantagem, em vez de celebrar 1 segundo, celebram-se 12 horas!
Considerações àparte, os pais como pais que são, estão orgulhosos do seu majestoso trabalho, uma boca sempre faminta e uns olhos curiosos que deixam antever muita parvoíce!
Ah, já me esquecia, Bom Ano Novo...





O que dizer então de empresas que organizam a vida social dos cachorros? Slogan: "Save the dog", brilhante! A aparente especialidade destas empresas é tratar das festinhas da socialite canina, o jet set do reino animal. Já estou a ver um cocktail com sujeitos peludos, de orelhas grandes e olhar superior. Um comenta "Já experimentou o ossinho de codorniz? Está divinal!", ao que a cadelinha responde "Com efeito, já escavei inclusivamente um buraquito ali ao pé da piscina com alguns para mais logo!"... (risos), "Sua cachorra!".
Está claro, depois desta descrição, que eu adoro estes cãezinhos. Quando vejo um faço-lhes sempre "Oh coisinha fofa!"... toma!


Estavamos no ano da graça de 2009, a Terra era habitada por seres estranhos e em Portugal reinava o outrora jovem político Sócrates. Em Hiro-o, Tóquio, um rapaz fala distraídamente ao telefone quando é interpelado por uma jovem Japonesa, igual a tantas outras. O rapaz diz-lhe desviando a cara do telefone "I'm on the phone!", ela queda-se, imóvel, esperando impaciente pelo final do telefonema. O rapaz é estrangeiro, perfeitamente integrado no ambiente da vibrante Tóquio e estuda com curiosidade a rapariga sem que ela note. O fim do telefonema precipita-se e enquanto desliga o telefone repara no ar de pânico da jovem. "Do you need help?", pergunta-lhe. Esta responde "Are you in a MBA?"... Oi?